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29 de Outubro de 2010

Glaucoma, um inimigo silencioso

O Glaucoma é uma doença que pode levar a cequeira se não tratada adequadamente. Um dos agravantes desse problema é a dificuldade de detectá-la precocemente, já que o indivíduo afetado só vai perceber alguma dificuldade ou mudança na visão quando a doença já lesionou mais de 50% das fibras nervosas que formam o nervo ótico. Isso acontece, pois a doença desenvolve-se lentamente, no transcurso de meses ou anos de forma silenciosa e sem sintomas.

O dano pode progredir com tanta lentidão que a pessoa só se dá conta do problema num estágio avançado da doença. Somente no Brasil são cerca 500 mil pessoas com glaucoma, segundo levantamento do Departamento de Oftalmologia da Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP/EPM. No mundo, a Organização Mundial de Saúde estima que o glaucoma antinge mais de 60 milhões de indivíduos.

Outra complicação da doença é sua irreversibilidade, ou seja, depois de diagnosticada, busca-se apenas um trabalho de contenção para que ela não progrida. Sendo uma doença crônica que dura toda a vida, é necessário que o paciente fique em observação e tratamento contínuo, para manter controlada a pressão intra-ocular e evitar a perda parcial ou total da visão. Quanto mais rápido se descobrir o glaucoma, menor será tal perda.

O risco de ser portador de glaucoma aumenta com a idade. Geralmente ele se apresenta em pessoas com mais de 35 anos, sendo mais freqüente em pacientes diabéticos e as com familiares portadores da doença.

Tratamentos:
Embora não se possa curar, na maioria dos casos o glaucoma pode ser controlado satisfatoriamente mediante tratamento apropriado.
O tratamento mais comum consiste pingar gotas de colírio durante o dia. As vezes também são usados comprimidos e em alguns casos pode ser necessária a intervenção cirúrgica, com a indicação ou não de colírio posteriormente.

Fonte: Juliana Freire.com.br

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